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domingo, 3 de dezembro de 2017

GRUPO ACABA, OS "CANTA-DORES" DO PANTANAL

O Grupo Acaba surgiu em meados do ano de 1971, na cidade de Campo Grande, capital do Estado de Mato Grosso do Sul. Também conhecido com “Canta-Dores do Pantanal”, o grupo desenvolveu um trabalho musical extraordinário e riquíssimo, baseado na pesquisa musical de sons e instrumentos indígenas mesclados com os instrumentos tradicionais acústicos. Atualmente o grupo continua com o pé na estrada, proporcionando a costumeira emoção a partir de um trabalho ímpar e por que não dizer único no mundo!



Primeiro LP do Grupo Acaba, lançado em 1979



O LP faz parte do acervo pessoal do colecionador e pesquisador Virgílio Sabino

terça-feira, 28 de novembro de 2017

SALÁRIO MÍNIMO DIGNO: VALORIZE ESSE DIREITO!

Correios do Brasil, 2015

No ano de 2015, foi lançado pelos Correios do Brasil, o belíssimo selo em referência ao Salário Mínimo Digno. Instituto que merece uma abordagem Temporal como também jurídica.

Para melhor entendermos a grandiosidade do que propõe esse magnífico selo, temos necessariamente que nos remeter a priori ao artigo XXII, da Declaração Universal dos Direitos do Homem, adotado em 10 de dezembro de 1948, que diz: “todo homem, como membro da sociedade, tem direito à segurança social e a realização, pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.”


No Brasil, o Salário Mínimo surgiu no século XX, na década de 30, com a promulgação da lei nº 185 de janeiro de 1936 e do Decreto nº 399 de abril de 1938. Com os seus valores definidos, isso no Governo de Getúlio Vargas pelo Decreto – Lei nº 2162 de 1º de maio de 1940. Na época, o Brasil foi dividido em 22 regiões e 50 sub-regiões, havendo 14 diferentes valores para o Salário Mínimo. Só vindo a ser unificado em todo o território nacional em 1984.



No atual contexto o Salário Mínimo sequer supre a alimentação do trabalhador e de sua família e, por conseguinte, totalmente divorciado dos preceitos constitucionais constates nos artigos 1º, III, 7º, IV, 170º, todos da Constituição Federal, ensejando uma Inconstitucionalidade de forma parcial e não total como veremos.

A Doutrina Constitucional Pátria entende com todas as vênias e com muita propriedade que, a referida Inconstitucionalidade ocorre quando o legislador atuou, mas de forma insatisfatória, como é o caso do Brasil, até porque a Declaração de Inconstitucionalidade Total iria piorar ainda mais a situação.

Desta forma OPTA-SE pela Aplicação do Instituto do Direito Alemão, com a Declaração de Inconstitucionalidade SEM REDUÇÃO DO TEXTO, e a Declaração de Inconstitucionalidade SEM PRONÚNCIA DE NULIDADE, ou seja, as leis que fixam o valor do Salário Mínimo, já que em valor insuficiente para as necessidades vitais para o trabalhador e sua família se fosse declarada a Omissão Total, restabelecer-se-ia a legislação anterior, sendo o valor mais ínfimo ainda mais, atingindo de forma desastrosa os trabalhadores e suas famílias com a decisão. Por tudo que foi exposto entendo que uma de tantas alternativas para o bem estar do povo, reside em políticas humanitárias e legislações que visem principalmente o bem comum.

Texto gentilmente cedido pelo humanista, colecionador, pesquisador e amigo, Paulo Roberto Galvão – Rio de Janeiro – R.J.

domingo, 26 de novembro de 2017

BICENTENÁRIO DE BAHÁ'U'LLÁH

Por Virgílio Sabino

De tempos em tempos, pessoas extraordinárias cruzam o nosso caminho. Recentemente tive a oportunidade de conhecer uma dessas, e como questões ou assuntos religiosos sempre me chamaram a atenção, não deixei de tocar no assunto e logo fui surpreendido com algo, até então, desconhecido para mim. Trata-se da Fé Bahá’í, a mais jovem das religiões, fundada na antiga Pérsia pelo profeta Mírzá Husayn-'Alí, que se proclamou Bahá’u’lláh. Os três princípios básicos dessa religião são: a unidade de Deus (Ser Criador único e absoluto), a unidade da religiões (mesma fonte espiritual) e a unidade da humanidade (todos os seres humanos foram criados igualmente).


Correio de Israel, 1993
Centro Mundial Bahá’í em Haifa, Israel


Coincidentemente, neste ano de 2017 é comemorado o segundo centenário do nascimento de Bahá’u’lláh (12.11.1817 – 29.05.1892) e nada mais propício do que fazer uma homenagem, através da filatelia clássica, a todos que congregam esta Fé, em especial à pessoa do Bem que me falou sobre a sua fé e a sua esperança na humanidade.


Correio de Israel, 2001

quinta-feira, 23 de março de 2017

A Escada de Jacó

A Escada de Jacó - Correios do Brasil, 2004



A Escada de Jacó

Essa extraordinária alegoria maçônica, devidamente retratada e exultada pelo Livro Sagrado, em Gênesis 28:11-12, representa ou simboliza a escalada, não mera e necessariamente dos níveis e graus filosóficos, mas sim da escalada, do aperfeiçoamento espiritual do maçom que sincera e verdadeiramente deseja alcançar o cimo, ou seja, o topo da sabedoria maçônica, baseada no árduo passo a passo  da caminhada rumo à plenitude que, em tese, resume-se na humildade e em saber que essa caminhada nunca terá fim, tendo em vista que todo ser humano se finda sem tudo aprender ou saber. 


A Escada de Jacó - Correios da antiga Iugoslávia, 1970


Ao final, “o topo” será alcançado somente pelo espírito quando puro se desprender da carne e dos ossos.

A Escada de Jacó em moeda de prata proof
1 Schekel - Israel 1994

Mesmo tendo uma pedra por travesseiro, Jacó dormiu e sonhou. Não era um pesadelo, mas um sonho: algo bom e agradável. Eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela.

.'. Gênesis 28:11-12 .'.



Por Ir.'. M.'.M.'. Virgílio Sabino - Or.'. Corumbá-MS

terça-feira, 21 de março de 2017

A Colmeia, um símbolo perdido da Maçonaria

Emissão dos Correios da República Dominicana, de 1983, destacando as colunas J e B, o olho do G.’.A.’.D.’.U.’. e a colmeia.

A colmeia é um símbolo maçônico muito antigo que ainda é usado em muitos países, mas na Inglaterra e no País de Gales foi abandonado após a união dos maçons Antigos e Modernos em 1813, que formou a Grande Loja Unida da Inglaterra.


Esse importante símbolo maçônico foi ignorado (ou talvez seja desconhecido) por praticamente todos os escritores maçons brasileiros. Até mesmo a literatura internacional versa pouco sobre esse símbolo, presente desde a cultura egípcia, passando pelos romanos, usado pelos cristãos primitivos e que, posteriormente, inspirou imperadores, como Napoleão.

Envelope de Primeiro Dia de Circulação destacando a colmeia como símbolo maçônico da indústria.
Correios dos Estados Unidos da América, 1980


A abelha trabalha arduamente e sem descanso, não para ela, mas para todas. Ela produz e constrói. Ela vive em harmonia com a natureza. A colmeia é o grande emblema do resultado do trabalho da abelha, da sua capacidade de construir algo em prol de todos. A abelha é o ser construtor, assim como o maçom pretende e deve ser.

A partir disso é fácil compreender como a colmeia se tornou um símbolo maçônico presente em antigos estandartes e aventais, e no grau de Mestre Maçom dos rituais mais antigos da Ordem Maçônica.

Máximo postal destacando a colmeia e o desquadro e o compasso maçônico.
Correios da Índia, 2011


Fonte:
ISMAIL, Kennyo; HARRISON, David. O Símbolo Perdido da Maçonaria: A Colméia – revista eletrônica No Esquadro – Em busca de mais luz na Maçonaria, 09.03.2011

Dr. David Harrison, historiador maçom, lecionou na Liverpool Hope University e trabalhou como arqueólogo, especializado em arqueologia industrial na Inglaterra.


segunda-feira, 20 de março de 2017