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domingo, 3 de dezembro de 2017

CERVEJA MOAGEM

O que dizer da Cerveja Moagem? Embora o nome e os extraordinários sabores dispensem apresentações, vamos lá: 

As cervejas Moagem são produzidas artesanalmente em Campo Grande pela Cervejaria Pantanal Ltda., resgatando a verdade por trás de cada estilo das principais escolas cervejeiras do mundo com um toque sul-mato-grossense.

Eu não deixaria de fazer o devido engrandecimento da simpaticíssima e competente equipe da Moagem, que sempre demonstra um carinho especial durante os atendimentos em seu recanto oficial, localizado na Rua Bahia, nº 575, Bairro Jardim dos Estados, Campo Grande-MS. 

Agradecimentos especiais ao Leandro, que gentilmente buscou e doou os rótulos virgens da Cerveja Moagem. Por minha vez e por obrigação moral os repassei ao grande amigo e colecionador Paulo Antunes Júnior,  pesquisador atento, residente e operante na cidade de Assis-SP.









Copyright: all rights reserved to Cervejaria Pantanal, Rua Nagem Saad, nº 409 - Campo Grande-MS

ORQUESTRA ROMÂNTICOS DE CUBA

Lá por meados dos anos 60 surgiu uma orquestra que fez tanto sucesso que acabou se constituindo em uma febre nacional. Meio mundo comprou seus discos, e como vivíamos uma consciência (que em muitos casos paira até hoje) de o que é bom tem que vir de fora, todo mundo achava que essa orquestra era cubana ou algo como uma orquestra formada nos Estados Unidos por músicos cubanos dissidentes. Quase ninguém sabia, mas essa orquestra era brasileiríssima! Tiveram que usar esse “artifício” de um nome sugestivo internacionalizado, afinal, quem naquela época compraria discos de uma orquestra brasileira? Uma série maravilhosa de discos foi lançada e muito vendida até o início da década de 70, mas tamanha foi a pressão da censura atuante, durante o regime militar, que esta orquestra simplesmente deixou de existir. Segundo o governo seu nome fazia apologia ao comunismo. Infelizmente a Orquestra Românticos de Cuba foi extinta, porém jamais será esquecida!





O LP faz parte do acervo pessoal do colecionador e pesquisador Virgílio Sabino

GRUPO ACABA, OS "CANTA-DORES" DO PANTANAL

O Grupo Acaba surgiu em meados do ano de 1971, na cidade de Campo Grande, capital do Estado de Mato Grosso do Sul. Também conhecido com “Canta-Dores do Pantanal”, o grupo desenvolveu um trabalho musical extraordinário e riquíssimo, baseado na pesquisa musical de sons e instrumentos indígenas mesclados com os instrumentos tradicionais acústicos. Atualmente o grupo continua com o pé na estrada, proporcionando a costumeira emoção a partir de um trabalho ímpar e por que não dizer único no mundo!



Primeiro LP do Grupo Acaba, lançado em 1979



O LP faz parte do acervo pessoal do colecionador e pesquisador Virgílio Sabino

terça-feira, 28 de novembro de 2017

SALÁRIO MÍNIMO DIGNO: VALORIZE ESSE DIREITO!

Correios do Brasil, 2015

No ano de 2015, foi lançado pelos Correios do Brasil, o belíssimo selo em referência ao Salário Mínimo Digno. Instituto que merece uma abordagem Temporal como também jurídica.

Para melhor entendermos a grandiosidade do que propõe esse magnífico selo, temos necessariamente que nos remeter a priori ao artigo XXII, da Declaração Universal dos Direitos do Homem, adotado em 10 de dezembro de 1948, que diz: “todo homem, como membro da sociedade, tem direito à segurança social e a realização, pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.”


No Brasil, o Salário Mínimo surgiu no século XX, na década de 30, com a promulgação da lei nº 185 de janeiro de 1936 e do Decreto nº 399 de abril de 1938. Com os seus valores definidos, isso no Governo de Getúlio Vargas pelo Decreto – Lei nº 2162 de 1º de maio de 1940. Na época, o Brasil foi dividido em 22 regiões e 50 sub-regiões, havendo 14 diferentes valores para o Salário Mínimo. Só vindo a ser unificado em todo o território nacional em 1984.



No atual contexto o Salário Mínimo sequer supre a alimentação do trabalhador e de sua família e, por conseguinte, totalmente divorciado dos preceitos constitucionais constates nos artigos 1º, III, 7º, IV, 170º, todos da Constituição Federal, ensejando uma Inconstitucionalidade de forma parcial e não total como veremos.

A Doutrina Constitucional Pátria entende com todas as vênias e com muita propriedade que, a referida Inconstitucionalidade ocorre quando o legislador atuou, mas de forma insatisfatória, como é o caso do Brasil, até porque a Declaração de Inconstitucionalidade Total iria piorar ainda mais a situação.

Desta forma OPTA-SE pela Aplicação do Instituto do Direito Alemão, com a Declaração de Inconstitucionalidade SEM REDUÇÃO DO TEXTO, e a Declaração de Inconstitucionalidade SEM PRONÚNCIA DE NULIDADE, ou seja, as leis que fixam o valor do Salário Mínimo, já que em valor insuficiente para as necessidades vitais para o trabalhador e sua família se fosse declarada a Omissão Total, restabelecer-se-ia a legislação anterior, sendo o valor mais ínfimo ainda mais, atingindo de forma desastrosa os trabalhadores e suas famílias com a decisão. Por tudo que foi exposto entendo que uma de tantas alternativas para o bem estar do povo, reside em políticas humanitárias e legislações que visem principalmente o bem comum.

Texto gentilmente cedido pelo humanista, colecionador, pesquisador e amigo, Paulo Roberto Galvão – Rio de Janeiro – R.J.

domingo, 26 de novembro de 2017

BICENTENÁRIO DE BAHÁ'U'LLÁH

Por Virgílio Sabino

De tempos em tempos, pessoas extraordinárias cruzam o nosso caminho. Recentemente tive a oportunidade de conhecer uma dessas, e como questões ou assuntos religiosos sempre me chamaram a atenção, não deixei de tocar no assunto e logo fui surpreendido com algo, até então, desconhecido para mim. Trata-se da Fé Bahá’í, a mais jovem das religiões, fundada na antiga Pérsia pelo profeta Mírzá Husayn-'Alí, que se proclamou Bahá’u’lláh. Os três princípios básicos dessa religião são: a unidade de Deus (Ser Criador único e absoluto), a unidade da religiões (mesma fonte espiritual) e a unidade da humanidade (todos os seres humanos foram criados igualmente).


Correio de Israel, 1993
Centro Mundial Bahá’í em Haifa, Israel


Coincidentemente, neste ano de 2017 é comemorado o segundo centenário do nascimento de Bahá’u’lláh (12.11.1817 – 29.05.1892) e nada mais propício do que fazer uma homenagem, através da filatelia clássica, a todos que congregam esta Fé, em especial à pessoa do Bem que me falou sobre a sua fé e a sua esperança na humanidade.


Correio de Israel, 2001

quinta-feira, 23 de março de 2017

A Escada de Jacó

A Escada de Jacó - Correios do Brasil, 2004



A Escada de Jacó

Essa extraordinária alegoria maçônica, devidamente retratada e exultada pelo Livro Sagrado, em Gênesis 28:11-12, representa ou simboliza a escalada, não mera e necessariamente dos níveis e graus filosóficos, mas sim da escalada, do aperfeiçoamento espiritual do maçom que sincera e verdadeiramente deseja alcançar o cimo, ou seja, o topo da sabedoria maçônica, baseada no árduo passo a passo  da caminhada rumo à plenitude que, em tese, resume-se na humildade e em saber que essa caminhada nunca terá fim, tendo em vista que todo ser humano se finda sem tudo aprender ou saber. 


A Escada de Jacó - Correios da antiga Iugoslávia, 1970


Ao final, “o topo” será alcançado somente pelo espírito quando puro se desprender da carne e dos ossos.

A Escada de Jacó em moeda de prata proof
1 Schekel - Israel 1994

Mesmo tendo uma pedra por travesseiro, Jacó dormiu e sonhou. Não era um pesadelo, mas um sonho: algo bom e agradável. Eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela.

.'. Gênesis 28:11-12 .'.



Por Ir.'. M.'.M.'. Virgílio Sabino - Or.'. Corumbá-MS

terça-feira, 21 de março de 2017

A Colmeia, um símbolo perdido da Maçonaria

Emissão dos Correios da República Dominicana, de 1983, destacando as colunas J e B, o olho do G.’.A.’.D.’.U.’. e a colmeia.

A colmeia é um símbolo maçônico muito antigo que ainda é usado em muitos países, mas na Inglaterra e no País de Gales foi abandonado após a união dos maçons Antigos e Modernos em 1813, que formou a Grande Loja Unida da Inglaterra.


Esse importante símbolo maçônico foi ignorado (ou talvez seja desconhecido) por praticamente todos os escritores maçons brasileiros. Até mesmo a literatura internacional versa pouco sobre esse símbolo, presente desde a cultura egípcia, passando pelos romanos, usado pelos cristãos primitivos e que, posteriormente, inspirou imperadores, como Napoleão.

Envelope de Primeiro Dia de Circulação destacando a colmeia como símbolo maçônico da indústria.
Correios dos Estados Unidos da América, 1980


A abelha trabalha arduamente e sem descanso, não para ela, mas para todas. Ela produz e constrói. Ela vive em harmonia com a natureza. A colmeia é o grande emblema do resultado do trabalho da abelha, da sua capacidade de construir algo em prol de todos. A abelha é o ser construtor, assim como o maçom pretende e deve ser.

A partir disso é fácil compreender como a colmeia se tornou um símbolo maçônico presente em antigos estandartes e aventais, e no grau de Mestre Maçom dos rituais mais antigos da Ordem Maçônica.

Máximo postal destacando a colmeia e o desquadro e o compasso maçônico.
Correios da Índia, 2011


Fonte:
ISMAIL, Kennyo; HARRISON, David. O Símbolo Perdido da Maçonaria: A Colméia – revista eletrônica No Esquadro – Em busca de mais luz na Maçonaria, 09.03.2011

Dr. David Harrison, historiador maçom, lecionou na Liverpool Hope University e trabalhou como arqueólogo, especializado em arqueologia industrial na Inglaterra.