Powered By Blogger

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

A "FANCY CANCEL" ("OBLITERAÇÃO ARTÍSTICA") MAÇÔNICA

Por Virgílio Sabino

A conhecida “fancy cancel”, sem tradução ideal para a língua portuguesa, mas que seria algo como “obliteração artística”, foi um tipo ou forma de cancelamento postal introduzido e utilizado no final do século XIX pelas agências do correio dos Estados Unidos da América, que incluía um design artístico feito a partir de desenhos ou símbolos esculpidos em cortiças ou até mesmo feito à mão. As cortiças, com grande variedade de desenhos, eram parcialmente imersas em tinta e então utilizadas como “carimbos” nos envelopes selados.



 

Quando os selos postais foram introduzidos nos EUA, em 1847, os correios foram obrigados a obliterá-los para evitar a reutilização, mas foi deixado a eles para decidir exatamente como fazer isso, e não com frequência os funcionários usariam tudo o que estava à mão, incluindo marcas à caneta das mais variadas formas.  

 

A “fancy cancel” foi a obliteração precursora às máquinas ou carimbos atuais. Com o passar dos anos a “fancy cancel” foi atingindo níveis de criatividade com desenhos e símbolos cada vez mais bem elaborados, que iam desde escudos, crânios, estrelas, formas geométricas, animais, plantas, etc.


Em meio a tantas imagens e símbolos não poderiam ter deixado de surgir, em um país sob forte influência maçônica, primordialmente naquela época, as “fancy cancel” com simbologia maçônica, das quais o esquadro e o compasso foram as mais comuns, incluindo os feitos à mão com caneta tinteiro à pena.


Não se sabe ao certo se essas “obliterações maçônicas” foram necessariamente propostas e elaboradas por funcionários, coordenadores ou gerentes maçons das agências de correio espalhadas pelos Estados Unidos da América. O que mais importa é que esse período, além de presentear a história postal universal com ricos desenhos e símbolos, também presenteou os filatelistas e demais colecionadores com o registro de variados símbolos que compõem a Sublime Ordem Maçônica universal. 





Fontes:

Herst & Sampson. 19th Century Fancy Cancels, 1963.

Todas as imagens são de selos da coleção particular do grande amigo filatelista e pesquisador Paulo Roberto Galvão - Rio de Janeiro - RJ 

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Os rótulos mais antigos de cervejas consumidas no Brasil

Por Paulo Antunes Júnior

Os rótulos mais antigos de cervejas consumidas no Brasil, que ainda existem, são, na sua maioria, rótulos de cervejas produzidas na Alemanha e em outros países europeus, como a Dinamarca, Bélgica, etc, para consumo brasileiro. A história cervejeira do Brasil explica isso.

Entre 1637 e 1870, a cerveja produzida no Brasil e também as importadas eram quase que totalmente acondicionada em barricas, e o estilo predominante era o inglês, com alta fermentação. Era raro utilizarem garrafas, e quando engarrafadas, não tinham rótulo.

No final do século os brasileiros conheceram as cervejas vindas da Alemanha, claras, límpidas, refrescantes e com uma durabilidade maior. 

A importação de cervejas alemãs aumentou significativamente, até o ano de 1896, quando o governo quadruplicou os impostos de importação, quase que inviabilizando essa prática.
Os rótulos eram quase todos adaptados dos rótulos originais utilizados na Europa, com o acréscimo de informações dos importadores locais, o que às vezes acarretava incorreções ortográficas, bem como confusão com a nossa língua, pois sul-americanos falam espanhol, né?

Esses são alguns exemplares dessa época que tenho em minha coleção:







O professor Paulo Antunes Júnior é pesquisador e um dos maiores colecionadores de rótulos e bolachas de cerveja do Brasil. Reside em Assis/SP, de onde também colabora intensamente com a Revista da Cerveja, a maior publicação especializada no assunto.




Foto: http://revistadacerveja.com.br/paulo-antunes-junior-colecionar-e-uma-terapia/

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CERVEJA

Por Virgílio Sabino

As postagens deste blog sempre mereceram destaque pela qualidade, primordialmente das pessoas que compõem nosso cotidiano alcoolístico-filosófico. E nesta oportunidade, por que não falar da Cervejaria Prosa e de seus protagonistas? 

Ao chegarmos num determinado espaço mágico localizado na Rua Alagoas, nº 901, região central da cidade de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, seremos recepcionados e atendidos por uma equipe extraordinária, que vai desde os 
atenciosíssimos e experientes atendentes ao sócio-proprietário Hipólito Lima, que nos guiarão a um mundo à parte, de sabores ímpares. Sem esquecer que, para acompanhar a boa conversa e as centenas de brindes, os clientes e amigos também podem curtir música ao vivo de qualidade (Rock, Blues, Jazz e MPB) presenteadas por excelentes músicos locais.

Recentemente me dirigi a um dos mui prestativos atendentes perguntando pelos rótulos virgens da Cerveja Prosa e, para minha grata surpresa, pouco depois, recebi em nossa mesa a presença do próprio Hipólito Lima, que me agraciou com um pequeno maço de duplicatas dos vistosos rótulos dessa maravilhosa cerveja.

Por minha vez e para minha sorte, novamente me sinto na voluntariosa obrigação moral de repassar esse precioso prêmio ao Irmão e colecionador, Paulo Antunes Júnior, um dos maiores pesquisadores e colecionadores de rótulos e bolachas de cerveja da América Latina, residente na querida cidade de Assis - SP.

Indo ao que muito interessa, no receptivo ambiente da Prosa, poderemos escolher seis estilos de cervejas, magistralmente elaboradas, cujos rótulos e sabores nos levam a seis diferentes dimensões: 


German Weiss, "Piracema" 


Belgian Blond Ale, "Toca da Onça"


American Premium Lager, "Ipê"


American IPA, "Boiadeira" 


Irish Red Ale, "Canta galo"


Irish Stout, "Sara-cura"



Texto e imagens do próprio autor

Demais fontes:
https://www.campograndenews.com.br/lado-b/sabor/em-seis-estilos-amigos-fabricam-dentro-de-bar-uma-cerveja-que-e-a-cara-de-ms